À descoberta da Sevilha Lusa e das cores de Murillo


Sevilha é uma cidade com uma rica herança histórica e artística, cujo encanto se respira nas suas ruas e praças. Na última década, transformou-se, também, numa cidade de bicicletas e eléctricos, ávida por revitalizar o seu passado artístico e desejosa que os turistas descubram mais do que o seu famoso centro histórico. Por isso, foi eleita pelo Lonely Planet, um dos mais influentes guias de viagens do mundo, como uma das cidades imperdíveis em 2018, para o que contribui o facto do próximo ser um ano muito especial para Sevilha, pois celebra o 400º aniversário do nascimento do pintor barroco sevilhano Esteban Murillo, apresentando um programa excepcional de exposições.

Sevilha distingue-se pela fusão entre tradição e modernidade, de que é exemplo o projecto Metropol Parasol, mais conhecido como as Setas de Sevilha, da autoria do arquitecto Jürgen Mayer, na plaza de la Encarnación), ou a sua gastronomia mediterrânica que nos surpreende nos seus bares e restaurantes que souberam incorporar as últimas tendências e modas culinárias sem perder as suas tradições, como as tapas que podemos comer em tabernas clássicas, como no El Rinconcillo, fundado em 1670. E para aqueles que acham que já conhecem Sevilha, a cidade propõe a descoberta de novas zonas e iniciativas, por exemplo, cruzando a ponte de Triana para, primeiro, contemplar a cidade desde essa margem do Guadalquivir cheia de tradição e encanto e depois, perder-se nas suas ruas.

Este o apelo a que o ICIA respondeu, propondo aos seus associados um passeio cultural a Sevilha, não apenas para revisitar a Sevilha monumental, mas, sobretudo, para descobrir as marcas da presença portuguesa na Sevilha do Barroco, período em que Portugal manteve na cidade uma das mais importantes e notáveis comunidades estrangeiras, integrada por marinheiros, astrónomos, cartógrafos, comerciantes, mecenas e artistas que deixaram na cidade marcas ainda hoje visíveis, seguindo o roteiro Sevilla Lusa. La nación portuguesa en tiempos del Barroco, que resultou da cooperação entre o Consulado de Portugal em Sevilha, a Universidade de Sevilha e a Universidade Pablo d`Olavide.

Simbolicamente o passeio terá início no dia da Restauração da Independência de Portugal e no edifício que constitui o corpo principal do pavilhão de Portugal na Exposição Iberoamericana de Sevilha em 1929 que celebrou a amizade entre os povos ibéricos e ibero-americanos e os descobrimentos, e que por amabilidade do Cônsul João Queirós abrirá, em dia de feriado nacional, expressamente para receber a comitiva portimonense.

E, claro, antecipando o ano de Murillo, o ICIA convida a visitar os lugares que guardam as cores do pintor símbolo do nacional-catolicismo, que seduziu a Europa com a beleza mundana das suas Imaculadas e introduziu o naturalismo no Barroco, pintando com dignidade a dura realidade do seu tempo.

E porque, para o ICIA, cultura ė conhecimento, entretenimento com sentido e convivialidade, do programa consta também uma tertúlia literária, a realizar num clássico bar de tapas no em Santa Teresa, antiga judiaria, onde os passeantes se transformarão em comensais literários emprestando voz à poesia de Teixeira de Pascoais, Fernando Pessoa, Jorge de Sena, Alexandre O' Neil, Rui Belo, Mário Cesariny, João Cabral de Melo Neto e outros, e, claro, aos poetas andaluzes Federico Garcia Lorca, Luis Cernuda, Rafael Albertí e outros, temperada com vinhos de Jerez de La Frontera e de San Lucas de Barrameda e tapas sevilhanas.

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