Atas das Jornadas de História Ibero-americana
Com a edição das Atas das Jornadas de História Ibero-americana, o ICIA contribuiu para a renovação da historiografia ibérica, consagrando, por um lado, o reconhecimento da importância da interdisciplinaridade para a história global, e, por outro, a assunção da complementaridade indispensável das historiografias ibero-americanas. 

Viagens e viajantes no Atlântico quinhentista. Coord. Maria da Graça A. Mateus Ventura. Lisboa: Edições Colibri / ICIA, 1996. 242 pp.

Na sequência das I Jornadas de História Ibero-americana que deram origem  ao ICIA, este livro apresenta-se como a certidão de nascimento desta associação cultural sediada em Portimão desde 1995. Com Introdução de  Consuelo Varela e de António Borges Coelho, coordenadores do colóquio, o livro inclui, ainda, um prefácio do presidente da Câmara Municipal de Portimão, Eng. Nuno Mergulhão que apadrinhou este projecto e não viveu o suficiente para assistir à sua consolidação. O livro compreende três capítulos: As rotas; Os homens; As ideias.

A União ibérica e o mundo atlântico. Coord. Maria da Graça A. Mateus Ventura. Lisboa: Edições Colibri / ICIA, 1997. 392 pp.

Em Maio de 1996, o ICIA promoveu as II Jornadas de História Ibero-americana cujas actas deram origem a este livro. Especialistas de dez universidades (Complutense de Madrid, Estremadura, Nova de Lisboa, Açores, Coimbra, Minas Gerais, Colónia, Sevilha, Porto e Lisboa), do ICIA e da Fundação Oriente apresentaram comunicações sobre a União Ibérica e o mundo atlântico, as quais deram corpo a esta obra estruturada em quatro capítulos: Política e administração; Economia e sociedade; Cultura e mentalidades; Extremo Oriente. 

O barroco e o mundo ibero-atlântico. Coord. Maria da Graça A. Mateus Ventura. Lisboa: Edições Colibri / ICIA, 1998. 234 pp.

Das III Jornadas de História Ibero-americana, promovidas pelo ICIA, resultou este livro organizado em três secções: Estado e poderes: afirmações, resistências e rupturas; Arte: estética e sentimentos; Literatura: efemérides e transcendência. Catorze estudos de autores portugueses e espanhóis esclarecem, em diferentes perspectivas, o tema central: o barroco. A história, as artes plásticas ou o teatro, em conjunto com figuras destacadas da época como António Vieira ou José de Anchieta, permitiram demonstrar as profundas inter-relações entre a cultura lusa e a espanhola. 

As rotas oceânicas (sécs XV – XVII). Coord. Maria da Graça A. Mateus Ventura. Lisboa: Edições Colibri/ICIA, 1999. 262 pp.

No ano em que se comemoraram os 500 anos da primeira viagem de Vasco da Gama à Índia, o ICIA quis debater as rotas oceânicas. O mar foi fio condutor de incursões líquidas. Artilharia naval, arqueologia sub-aquática, eixos comerciais marítimos, pirataria e corso, cumplicidades inter-regionais, iconografia, estética musical, cartografia, literatura de viagens e naufrágios constituem os afluentes deste livro. 

 

 

 

 

A definição dos espaços sociais, culturais e políticos no mundo ibero-atlântico (de finais do séc. XVIII até hoje). Coord. Maria da Graça  A. Mateus Ventura. Lisboa: Edições Colibri/ICIA, 2000. 209 pp.

 

O discurso pombalino, a imagem de Espanha e do México e a transição para a monarquia constitucional constituem as linhas da discussão sobre a sociedade, a cultura e a política no mundo ibero-atlântico. Globalização e desterritorialização, pericidade e analfabetismo, terciarização e ruralidade; Portugal na sua modernidade “inacabada”; a construção identitária do Brasil; o exílio, a saudade e a “extranãmiento”; o debate sobre a venda das colónias portuguesas; a aliança luso-espanhola e a actual cooperação inter-regional em torno do Guadiana são os temas abordados.

 

Portugal e Brasil no advento do mundo moderno. Coord. Maria do Rosário Pimentel.  Lisboa: Edições Colibri / ICIA, 2001. 392 pp.

As VI Jornadas de História Ibero-americana abriram um espaço de reflexão sobre Portugal e Brasil no advento de um mundo que se tornou limitado, mas mais complexo. Um mundo onde se alteraram tanto as estruturas mentais, culturais e científicas, como as económicas e sociais; um mundo de tentações, de esplendor, de cor e de sabor, mas também de dor; um mundo feito de glórias e desterros. Um mundo que moldou futuros e foi fulcral na formação de novas ideias. 

 

 

 

O Mediterrâneo Ocidental: identidades e fronteira. Coord. Maria da Graça A. Mateus Ventura. Lisboa: Edições Colibri/ ICIA, 2002. 278 pp.

O Mediterrâneo é uma via vital para as ligações entre a Europa, o Médio Oriente e a Ásia. Esteve no centro de duas grandes crises mundiais, a da guerra do Sue e a da guerra do Iraque. Os curdos continuam a lutar pelo direito a um Estado, enquanto o conflito israelo-palestiniano ameaça a paz mundial e a Argélia se consome numa guerra fratricida. Cicatrizam com dificuldade as feridas da colonização. O petróleo árabe é factor de cobiça e conflitos. Os contrastes sociais lançam milhares de clandestinos na subversão de todas as fronteiras. O diálogo intercultural é o único caminho para tornar o Mediterrâneo o mar livre dos povos das duas margens.

 

 

 

As novidades do mundo: conhecimento e representação na Época Moderna. Coord. Maria da Graça A. Mateus Ventura e Luís Jorge Semedo de Matos. Lisboa: Edições Colibri/ICIA, 2003. 389 pp.

As novidades do mundo na produção do conhecimento e na representação cartográfica e textual foram o mote do debate que reuniu duas dezenas de investigadores do Brasil, Itália, França, Inglaterra, Espanha e de Portugal. As VIII Jornadas de História Ibero-americana associaram-se à XI Reunião Internacional de História da Náutica e da Hidrografia para comemorar o V centenário do nascimento de D. João III, Damião de Góis e Pedro Nunes, bem como da elaboração, em Lisboa, do mapa anónimo conhecido por “Cantino.

Os "Balanços historiográficos" da História da Vida Privada,  introduzem as abordagens específicas ao "Espaço público" , cruzam o Atlântico, penetram nos espaços andino e amazónico e nas tabernas e salões lisboetas do Antigo Regime. O "Espaço privado" transporta-nos à intimidade da casa burguesa no Peru colonial, ao espaço do manuscrito na Europa e à semiologia do espaço nas comunidades urbanas andaluzas.