História Regional e Local

 "...recolhida na bacia do rio Arade, encostada quase às faldas da serra, que lhe serve de fundo, e tendo fronteira uma pitoresca aldeia, em forma de pirâmide, que se chama Ferragudo" (in Regressos, Manuel Teixeira Gomes), Portimão, na confluência do rio e do mar,

goza de uma situação geográfica pródiga, responsável pela preponderância que obteve no passado como activa vila portuária e lugar de partidas e chegadas que moldaram a sua identidade. Nesta página disponibilizamos contributos de associados do ICIA para a história de Portimão e do Algarve.

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No dia 27 de maio de 2019, "fomos à bola" com Manuel Teixeira Gomes.
Neste ano em que Portimão, como expressa Isilda Gomes numa nota aqui publicada, ostenta o título de Cidade Europeia do Desporto, a expressão “ir à bola com…” remete, também, para a temática literário-futebolística desta edição ficcionada d’O Sul Desportivo, através da qual o ICIA se associa ao programa promovido pelo Município de Portimão, dando a conhecer o grande entusiasmo que Manuel Teixeira Gomes nutria pela educação física e pelo desporto em geral, como relatam em artigos escritos por Carlos Osório e por José Carlos Vilhena Mesquita e por Maria da Graça Mateus Ventura que mapeia “as caminhadas sem fim” do “flâneur” Teixeira Gomes e pelo médico João Munhá que enaltece as vantagens do exercício físico. A escritora Lídia Jorge oferece-nos um belíssimo texto sobre a experiência estética de Teixeira Gomes marcada pelo “fulgor dos corpos”. 

Para que a homenagem que o ICIA prestou a Manuel Teixeira Gomes no jantar literário que organizou em 27 de maio de 2017 conste nos "anais da história", confundindo os historiadores da "petite histoire", produzimos esta anacronia final: que vos convidamos a ler: a edição de um número especial de uma Almalgarvia, epílogo da celebração do 157º aniversário do escritor, político de passagem e viajante portimonense, que contém todos os detalhes do "évènement".  

Não se poderá contestar a veracidade dos factos, a não ser que as 44 testemunhas tenham um lapso de memória que omita da sua biografia a participação real no público ato. Talvez o próprio homenageado, num tempo futuro, venha a efabular este facto para maior desconcerto de todos os presentes.

Reproduzimos aqui as “Cartas a Manuel Teixeira Gomes” ficcionadas por Maria da Graça M. Ventura na pele de Columbano Bordalo Pinheiro, Viana de Carvalho e António Patrício, e  ao seu estilo epistolar, "enviadas" desde Paris, Tunis e Tlemcen, em 27 de maio de 2016, por ocasião do seu 156º aniversário. Também a carta ficcionada por Paulo Girão, na pele de um conterrâneo de Teixeira Gomes que vivia em Londres e trabalhava na embaixada portuguesa. Ainda a carta que Custódio Coelho imaginou escrita por Teixeira de Pascoaes e a "enviada" pelo cozinheiro do hotel, imaginada João Munhá. E outras, autênticas, enviadas por Nuno Júdice, Lídia Jorge e Sandro William Junqueira. Também o postal escrito a duas mãos por Maria da Graça M. Ventura e Manuela Teixeira Gomes Calapezneta do escritor. E as cartas de Margarida Tengarrinha Armindo Santos. Também a carta sobre Querubim Lapa, atribuída por Carlos Albino a Teixeira Gomes. E a longa carta de Luís Vicente, escrita ao estilo das Novelas Eróticas. E, finalmente, a carta do próprio Manuel Teixeira Gomes imaginada por Alexandra Rodrigues Gonçalves.