Cadernos de Viagem

Na pequena bagagem dos verdadeiros viajantes há quase sempre um pequeno luxo, vital, como um talismã. No caso de Bruce Chatwin, era o lendário caderninho de capa preta, com um elástico para prender as páginas e um bolso interior, onde o escritor viajante anotava as suas impressões de viagem, descrições fugazes de lugares, encontros fortuitos, retratos de momento, ilustrações, desenhos, fotografias, colagens.

Desaparecidos durante anos, os lendários cadernos renasceram em vários formatos: páginas em branco, pautadas, quadriculadas; caderno de apontamentos, agenda, diário. Sempre com um elástico para segurar as páginas - sobretudo o que for crescendo nelas - e, na contracapa, um bolso para as folhas soltas.

Concurso de Cadernos de Viagem | inspirados nas viagens de Manuel Teixeira Gomes

Fotograma do filme Zeus, de Paulo Filipe Monteiro sobre Manuel Teixeira Gomes

"Nascido e criado no Algarve, onde ainda então as amas contavam aos meninos lendas das moiras encantadas, e onde ainda hoje se respira algo de muçulmano na atmosfera, na linguagem e nos usos e costumes [...], foi sempre aspiração minha visitar as terras da moirama. Isso o consegui, relativamente novo, nos muitos anos a fio, durante os quais, por cinco ou seis meses em cada ano, percorri as costas do Mediterrâneo (Manuel Teixeira Gomes, Cartas a Columbano).

 

Sobre estas viagens anotava Manuel Teixeira Gomes as suas impressões  em cadernos que serviam de rascunho para a escrita das cartas enviadas aos seus amigos desde as cidades que visitava. Uma existência de papel escrita e desenhada à mão, que o ICIA desafia a criar num concurso em que cada concorrente se imagina o viajante Manuel Teixeira Gomes em périplo mediterrânico, anotando num Moleskine as suas impressões de viagem. 

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